Culinária Síria-Libanesa
A culinária é marca essencial da cultura de um povo. A gastronomia
sírio-libanesa é um exemplo nato de comensalidade (ritual da alimentação). O
preparo de seus pratos é um ato de amor e reverência.
Popularmente conhecida
como cozinha árabe, a culinária sírio-libanesa chegou ao Brasil por intermédio
dos imigrantes vindos da Síria e do Líbano, que fixaram moradia no país no fim
do século 19.
Poucos sabem, mas a culinária "árabe" recebe o nome de sírio-libanesa
pelo fato de apenas estes dois países terem difundido seus pratos e sabores
mundo afora. Assim, os famosos kibe, esfiha ou charuto de folha de uva devem
ser relacionados a estes dois povos e não a todos os povos que constituem
os 22 países árabes.
A culinária sírio-libanesa reúne tradições mediterrâneas,
européias e orientais. Além das carnes, frutas e legumes, são utilizas muitas
especiarias e temperos típicos. Pimenta-síria, snoobar (pinoli), zaáhtar,
sumagre ou sumac fazem parte de seus ingredientes preferidos, em uma culinária
cheia de pratos perfumados e nutritivos, acompanhados de vegetais frescos,
coalhada e azeite. Mesmo nos dias de hoje, a culinária sírio-libanesa que possui
a mesma técninca de preparo de alimentos há mais de três mil anos, não utiliza
alimentos processados ou com aditivos químicos, sendo considerada uma cozinha
natural e artesanal.
A fartura e
a variedade de comida em uma mesa libanesa, além de fazer parte de seu
cotidiano, servem também para homenagear e mostrar o afeto do anfitrião ao seu
convidado. Geralmente, nestas ocasiões o anfitrião prepara um banquete que
espera ser inesquecível e faz de conta que nada preparou de especial. Por sua
vez, os convidados devem comer além do seu habitual para demonstrar sua
satisfação com a generosidade e hospitalidade do anfitrião.