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Culinária
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| Chef
Samir |
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Além
de um buffet concorrido, a casa de Fernando Camasmie
e Samir Moysés oferece pratos especiais da culinária
árabe tradicional.
Alguns
dos pratos podem ser provados nos buffets dos domingos,
como o Fatti de Cordeiro - a carne de carneiro é
cozida lentamente e refogada com condimentos e grão-de-bico,
servida com molho à base de coalhada, manteiga,
alho, hortelã seca e caldo do cozimento do grão-de-bico.
Ao servir, o cozido é coberto pelo molho, torradas
de pão sírio, snoubar (pinholes), manteiga
derretida e hortelã fresca picada.
Com
inúmeras receitas de beringela em sua culinária
(a mais conhecida é a pasta Babaganuch), a Chair
Merchie se aproxima muito das preparações
grega e italiana. As fatias de beringela são
fritas e dispostas em camadas com carne moída
ao molho de tomate ralo, temperada com uma boa pimenta
síria. Por cima de tudo, bastante molho branco
tipo bechamél e levar tudo para gratinar. Receitas
com peixes não são maioria na cozinha
árabe, povo com vocação aos deslocamentos
pelo interior, pastoreando. Mas se contam deliciosas
receitas, de preparo simples, e sabor delicado, como
o peixe ao taratur - postas (aqui, de pescada ou namorado)
são assadas e servidas frias com um suave molho
à base de tahine, sal, alho, limão e azeite
de oliva.
Para
Samir, sempre foi um sonho poder preparar as velhas
receitas de sua família, que por quarenta anos
foi proprietária do mais
antigo restaurante árabe do Rio de Janeiro,
na Rua da Alfândega. Agora, encontrou-se uma maneira
de servir estas iguarias, de preparação
complexa, seja pelo trabalho em si, pela demora ou supervisão
cuidadosa das diversas etapas, que dependem da presença
do chef. As receitas se alternam a cada final de semana,
de modo a que sempre haja alguma surpresa sendo oferecida.
Histórico
da cozinha libanesa
aspectos caraterísticos, tradições
& costumes
Dizemos
cozinha sírio-libanesa
porque somente nestes dois países do mundo árabe
são encontradas as receitas de nossos restaurantes.
Os
para nós habituais quibes, esfihas e tabule não
são comuns em países árabes como
Líbia, Marrocos, Iraque, Egito, Arábia
Saudita e outros países que fazem parte da "Comunidade
Árabe", formada por 21 países.
Em
contrapartida, os Libaneses também adotaram para
o seu cotidiano pratos característicos dos outros
países árabes tais como o M'luhie e o
Falafel:
M'luhie*
- "O Prato dos Deuses", o prato mais
nobre da cozinha árabe, é originário
do Egito. Servido habitualmente nos meses de verão
e em ocasiões especiais de confraternização,
este prato (refogado de frango e músculo) tem
como importante característica a sua excepcional
digestão. Também é praticamente
o único prato da cozinha árabe que dispensa
a presença de qualquer outra comida à
mesa.
Falafel*
- Também originário do Egito, o Falafel
faz parte hoje do hábito alimentar de Sírios
e Libaneses. Servido na forma de saladas ou enrolados
no pão, esses "bolinhos", compostos
basicamente de favas, grão de bico, pão,
salsinha e especiarias, também são encontrados
com freqüência em Israel e Nova York.
A
fartura e a variedade de comida em uma mesa árabe,
além de fazer parte de seu cotidiano, serve também
para homenagear e mostrar o afeto do anfitrião
ao seu convidado. Geralmente nestas ocasiões
o anfitrião prepara um banquete que espera ser
inesquecível e faz de conta que nada preparou
de especial. Por sua vez, os convidados devem comer
além do seu habitual para demonstrar sua satisfação
com a generosidade e hospitalidade do anfitrião.
Como
contribuição dos árabes no tocante
à gastronomia, temos plantas e especiarias que
estão definitivamente incorporadas em toda a
culinária do Ocidente.
Plantas:
trigo, lentilhas, grão-de-bico, cana-de-açúcar,
café, alho, cebola, dentre tantos outros.
Especiarias:
açafrão, canela, gergelim, pimenta, cravo,
noz moscada, cominho, páprica, coentro, cebolinha,
salsa e hortelã, que valiam quase que seu peso
em ouro e deram origem às grandes navegações
nos séculos XV e XVI.
Ainda
dentro de um conhecimento geral a respeito da culinária
libanesa, destacamos produtos que não são
comuns em nossas terras e ficaram praticamente restritos
ao Oriente:
ÁGUA DE ROSAS e ÁGUA
DE FLOR DE LARANJEIRAS (MA'WARD e MA'ZAHR)
- Líquidos bastante perfumados, extraídos
de flores e utilizados em doces e caldas.
ALMÍSCAR (MISK) - Resina vegetal
utilizada para aromatizar doces
ARAK - Aguardente destilado de uvas e
aromatizado com anis.
CARDAMOMO (HÂL) - Sementes utilizadas
secas no café.
ESSÊNCIA DE ROMÃ (DIBS RUMMAN)
- Xarope de suco de romã, utilizado em substituição
ao limão.
PIMENTA SÍRIA (BHAR) - Mistura
de especiarias moídas, tais como: pimenta da
Jamaica, pimenta do Reino preta e branca, canela, noz
moscada e cravo.
PINHOLES (SNOUBAR) - Pinhões característicos
do Mediterrâneo, cuja árvore precisa de
cem anos para começar sua produção.
Usado em ocasiões festivas nos recheios e decorações
de pratos.
SUMAGRE (SUMMAC) - Pó de gosto
bastante ácido, obtido da fruta com mesmo nome
e usado para temperos de carnes.
ZÁHTAR - Especiaria composta por
SUMMAC e SEMENTES DE GERGELIM
TOMILHO SECO - Usado como tempero em saladas,
na coalhada seca ou acrescido de azeite de oliva e sal
e comido com pão Árabe.
*Confira
como preparar estas e outras delícias em nossa
seção de Receitas!
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